[:en]During the 59th Session of the UN Commission on the Status of Women held in New York, UNESCO UNAIDS and UNFPA partnered with YWCA to organise a dialogue between young women, governments and programme experts to strengthen the commitment to the health and education needs of adolescent girls in Eastern and Southern Africa.

The well-attended event gave the opportunity for panellists to discuss issues facing women and girls in Eastern and Southern Africa and to provide recommendations that emphasized goals and targets for inclusion in the post-2015 development agenda including eradicating child marriage, ending gender based violence, increasing access to education and promoting positive health outcomes for women and girls.

“Education has a protective effect against HIV, against unintended pregnancy and against early marriage, that can only be realized if we ensure that more girls and young women are enrolled and complete primary education and continue to secondary education,” said Ms. Gulser Corat, UNESCO Director of the Gender Equality Division, on behalf of the UNESCO Director General.

“To make this happen, requires bold action, but it is doable and it needs to be done now.”

Ms. Mona Kaidbey from UNFPA emphasised the critical link between good education, including comprehensive sexuality education, and health for women and girls. “Investing in sexuality education and services for adolescents is a critical component to the post 2015 agenda,” Kaidbey said.

Putting the spotlight on young women, Dr Victoria Nnensa, a young Malawian doctor, spoke of the challenges facing young women.

“Many times I have seen young women and girls die right in front of my eyes, just because they didn’t know what to do and where to go; just because they did not have access to something so basic – knowledge. Knowledge that they could have gotten from anyone from the street, or they could have read. Knowledge that could have saved their lives.”

Prof Sheila Tlou, Director UNAIDS highlighted the importance of establishing a safe and supportive environment for adolescents and young people through the Eastern and Southern Africa Ministerial Commitment. This was followed by examples of good practice from in Tanzania and South Africa where concerted steps have been taken to scale up sexuality education and sexual and reproductive health services for young people. Prof Eustella Bhalalusesa, Ministry of Education Tanzania and Dr Nonhlala Dlamini, Department of Health South Africa presented progress and best practices.

Rev Phumzile Mabizela, a representative of the Faith community spoke of the need to engage the faith community: “most health centres and schools are run by faith communities and therefore, their attitudes to issues of sex and sexuality have a huge impact on how people shape their moral values on some of these issues. We cannot afford to leave them behind.”

“Change does not happen with scaling up to the status quo,” said Ms. Nyaradzai Gumbonzvanda, YWCA General Secretary, in her concluding remarks. “Change happens if we dare to think differently.”

Special thanks to photographer, Kena Betancur http://kenabetancur.com/[:pt]Durante a 59a Sessão da Comissão da UN sobre os Estatutos da Mulher que se realizou em Nova Iorque, a UNESCO UNAIDS e a UNFPA formaram parceria com a YWCA para organizar um diálogo entre raparigas jovens, governos e peritos de programas para reforçar o compromisso com as necessidades de saúde e educação de raparigas adolescentes na África Oriental e Austral.

O evento, que teve boa participação, proporcionou a oportunidade aos membros do painel para discutir os problemas que as mulheres e raparigas da África Oriental e Austral enfrentam e para oferecer recomendações que realcem metas e objetivos para inclusão na agenda de desenvolvimento pós 2015 incluindo erradicar o casamento infantil, pôr fim à violência com base no género, aumentar o acesso à educação e promover resultados positivos de saúde para mulheres e raparigas.

“A educação tem um efeito de proteção contra o VIH, contra a gravidez não intencionada e contra o casamento precoce, que só pode ser realizada se assegurarmos que mais raparigas e mulheres jovens se matriculem e completem a educação primária e continuem com a educação secundária”, disse a Sra. Gulser Corat, Diretora da Divisão da Igualdade entre homens e mulheres da UNESCO, em nome do Diretor Geral da UNESCO.

“Para que isto aconteça, e preciso agir ousadamente, mas e possível e é necessário que seja feito já”.

A Sra. Mona Kaidbey da UNFPA realçou o elo fundamental entre a boa educação, incluindo a educação sexual extensiva, e saúde para mulheres e raparigas. “Investir na educação sexual e serviços para adolescentes e um componente fundamental para a agenda pós 2015” disse Kaidbey.

Voltando a atenção para as raparigas, a Dra. Victoria Nnensa, uma jovem médica do Malawi, falou sobre os desafios que as raparigas jovens enfrentam.
“Muitas vezes tenho visto mulheres jovens e raparigas morrerem à frente dos meus olhos, só porque não souberam o que fazer e aonde ir; só porque não tiveram acesso a algo tão básico – o conhecimento. O conhecimento que poderiam ter tido de alguém da rua, ou que poderiam ter lido. Conhecimento que poderia ter salvo as suas vidas”.

A Prof. Sheila Tlou, Diretora da UNAIDS destacou a importância de estabelecer um ambiente de suporte seguro para adolescentes e pessoas jovens através do Compromisso Ministerial da África Oriental e Austral. Isto seguiu-se de exemplos de boa prática da Tanzânia e da África do Sul aonde medidas concertadas foram tomadas para escalar a educação sexual e os serviços de saúde sexual e reprodutiva para pessoas jovens. A Prof Eustella Bhalalusesa, Ministério da Educação da Tanzânia e a Dra. Nonhalala Dlamini, Departamento de Saúde da Africa do Sul apresentaram o progresso e as melhores práticas.

O Rev. Phumzile Mabizela, um representante da comunidade Religiosa falou da necessidade de envolver a comunidade religiosa: ” a maioria dos centros de saúde e escolas são dirigidos por comunidades religiosas e portanto, as suas atitudes em relação aos problemas sexuais e à sexualidade têm um grande impacto na maneira como as pessoas formam os seus valores morais a respeito destes problemas. Não podemos deixá-los para trás”.

“A mudança não acontece com a aumento do status quo”, disse a Sra. Nyaradzai Gumbonzvanda, Secretária Geral da YWCA, nos seus comentários finais. ” A mudança acontece se ousarmos pensar de forma diferente”.

Agradecimentos especiais ao fotógrafo Kena Betancur http://kenabetancur.com/[:fr]Au cours de la 59e session de la Commission des Nations Unies sur la condition de la femme tenue à New York, l’UNESCO, ONUSIDA et FNUPA, en partenariat avec le YWCA, ont organisé un dialogue entre les jeunes femmes, les gouvernements et les experts du programme afin de renforcer l’engagement envers les besoins de santé et d’éducation des adolescentes en Afrique orientale et australe.

L’évènement très attendu a donné l’occasion de discuter de problèmes auxquels font face les femmes et les jeunes filles en Afrique orientale et australe et de fournir des recommandations mettant l’accent sur les buts et les objectifs à inclure dans l’agenda de développement post-2015, y compris l’éradication du mariage des enfants, la fin de la violence basée sur le genre, l’augmentation de l’accès à l’éducation et la promotion de résultats positifs pour la santé des femmes et des filles.

L’éducation a un effet protecteur contre le VIH, contre les grossesses non désirées et contre le mariage précoce, qui ne peut être réalisé que si nous nous assurons que les filles et les jeunes femmes sont inscrites à l’école et bénéficient d’une éducation primaire complète et continuent à travers l’enseignement secondaire», a déclaré Mme Gulser Corat, Directeur de la division de l’égalité des genres pour l’UNESCO, au nom de la Directrice générale de l’UNESCO.

« Pour ce faire, il faut des mesures audacieuses, mais cela est faisable et doit être fait maintenant. »

Mme Mona Kaidbey du FNUAP a souligné le lien essentiel entre une bonne éducation, y compris l’éducation sexuelle, et la santé des femmes et des filles. «Investir dans l’éducation sexuelle et les services aux adolescents est un élément essentiel de l’agenda post 2015″, a déclaré Kaidbey.

Pleins feux sur les jeunes femmes, le Dr Victoria Nnensa, un jeune médecin du Malawi, parle des défis auxquels font face les jeunes femmes.

« A plusieurs reprises j’ai vu des jeunes femmes et filles mourir sous mes yeux, tout simplement parce qu’elles ne savaient pas quoi faire et où aller ; simplement parce qu’elles ne disposaient pas d’un accès à quelque chose de si fondamental – la connaissance. Connaissance qu’elles auraient pu obtenir de quelqu’un de la rue, ou qu’elles auraient pu lire. Connaissance qui aurait pu sauver leurs vies. »

Le Professeur Sheila Tlou, directeur de l’ONUSIDA a souligné l’importance d’établir un environnement sûr et favorable pour les adolescents et les jeunes grâce à l’Engagement ministériel de l’Afrique orientale et australe. Cela a été suivi par des exemples de bonnes pratiques de la Tanzanie et de l’Afrique du Sud où des mesures concertées ont été prises pour intensifier l’éducation sexuelle et les services de santé sexuelle et reproductive pour les jeunes. Le Professeur Eustella Bhalalusesa, du Ministère de l’Éducation de la Tanzanie et le Dr Nonhlala Dlamini, du Ministère de la Santé en Afrique du Sud, ont présenté leurs progrès et meilleures pratiques.

Le Révérend Phumzile Mabizela, représentant de la communauté religieuse a parlé de la nécessité d’engager la communauté religieuse : “la plupart des centres de santé et des écoles sont gérés par les communautés religieuses et, par conséquent, leurs attitudes à l’égard des questions de sexe et de sexualité ont un impact énorme sur la façon dont les gens forment leurs valeurs morales sur certaines de ces questions. Nous ne pouvons pas nous permettre de les laisser derrière. »

« Le changement ne se produit pas par une graduation jusqu’au statu quo”, a déclaré Mme Nyaradzai Gumbonzvanda, Secrétaire général du YWCA, dans ses conclusions. “Le changement se produit si nous osons penser différemment. »

Merci au photographe, Kena Betancur http://kenabetancur.com/[:]

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